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  • Quando a oração parece não chegar em lugar nenhum.

    Quando a oração parece não chegar em lugar nenhum.


    Você passou o dia inteiro correndo. Entre o trabalho, o almoço, as crianças, a casa. Quando finalmente senta na beira da cama pra rezar à noite, você está cansada. Mas tenta. Fecha os olhos, faz o sinal da cruz e começa a falar com Deus.

    E nada vem.

    Você reza, mas as palavras parecem vazias.
    Você pede, mas não sente a resposta.
    Você espera aquela paz que tantas vezes já te visitou, e hoje ela simplesmente não chega.

    Quando você abre os olhos, sobra aquela sensação estranha de que talvez você não tenha orado direito. De que algo está errado com a sua fé.

    Se você já viveu isso, preciso te dizer uma coisa antes de qualquer outra: você não está sozinha nessa. E isso não é falha sua.

    O que a tradição da Igreja ensina sobre o silêncio

    Existe um nome para aquilo que você está vivendo. A tradição cristã chama de deserto espiritual, e ele acompanha a vida de fé há dois mil anos.

    Os grandes santos passaram por ele.
    Teresa de Ávila, João da Cruz, Inácio de Loyola. Mais perto do nosso tempo, Madre Teresa de Calcutá revelou, em cartas descobertas após a morte dela, que viveu décadas sem sentir a presença de Deus na oração. E ainda assim, ela continuou.

    Continuar mesmo sem sentir é uma das formas mais maduras de oração que existem.

    Na vida de fé, existem momentos em que Deus conduz a alma por um caminho mais silencioso. A oração parece seca. A leitura da Bíblia parece distante. Até a missa de domingo parece só cumprimento de horário. E é justamente nesses momentos que a fé mais amadurece, porque nada daquilo depende mais do sentimento.

    “Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?” (Salmo 22, 2)

    Essas palavras Jesus mesmo clamou na cruz. Se o próprio Filho de Deus, no momento mais decisivo da história, experimentou o silêncio do Pai e ainda assim confiou, qual é a vergonha de você estar vivendo algo parecido?

    O risco de confundir silêncio com ausência

    O grande perigo do deserto espiritual está em interpretar o silêncio como abandono e desistir da oração bem no momento em que Deus está fazendo uma obra mais profunda em você.

    A Igreja sempre soube disso. E por isso sempre ensinou a continuar orando mesmo quando não se sente nada.
    Deus não mede a sua oração pelo que você sente no coração. Ele mede pela sua presença ali, pela sua decisão de ficar com Ele, mesmo quando a conversa parece só de um lado.

    Tem muita mulher de fé que abandona a oração nessa fase. Não por falta de amor a Deus. Por falta de alguém que explique o que está acontecendo. E essa explicação existe na tradição da Igreja há séculos. Só que raramente chega até a gente de um jeito simples.


    Reflita:

    E se esse silêncio na sua oração for Deus te chamando para uma fé mais profunda, que não depende mais só do que você sente?


    Se você quer entender o que está por trás dessa sensação e aprender a viver uma fé que te sustenta mesmo nos dias de silêncio, você não precisa trilhar esse caminho sozinha.

    Quer fortalecer essa fé que te sustenta mesmo quando Deus parece calado? A Jornada da Saúde Espiritual pode te acompanhar nessa caminhada.

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    Padre Chrystian Shankar & Iluminar 7S
    Você nasceu para iluminar!